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48º Festival Villa-Lobos

8 de novembro de 2010

Vai começar nessa Sexta dia 12 o festival Villa-Lobos. O site já está no ar e já é hora de dar uma olhada para escolher o que vai rolar de melhor! A maior parte dos eventos é gratuita, sendo cobrados apenas R$10 (5 a meia) nos espetáculos que acontecerem no Espaço Tom Jobim.

  • Quando? 12 a 28 de Novembro

  • Quanto? Grátis (apenas no Espaço Tom Jobim: R$10 (5 a meia))

O Festival

Evento comemora o cinquentenário do Museu Villa-Lobos.

Os Festivais Villa-Lobos, desde sua criação, em 1961, divulgam a obra de Villa-Lobos e de outros compositores brasileiros através de concertos de música sinfônica e de câmera, recitais e espetáculos de música popular e de dança. Uma mistura coerente não só com a personalidade aberta e perfil artístico diverso do compositor, como também, com os ideais desse grande brasileiro, que sempre se manteve atento às coisas de sua terra e à sua divulgação, onde quer que estivesse.

Com mais de 60 atrações, espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, em espaços como Museu Villa-Lobos, Espaço Tom Jobim, Jardim Botânico, Centro Cultural Santa Cruz, Cidade das Crianças e as Casas Casadas, é o único evento realizado na cidade que atende ao segmento de música brasileira, dando espaço a intérpretes, solistas e compositores e incentivando a formação de novas plateias e a multiplicação do saber focado na cultura brasileira.

De sua programação constam as seguintes séries e eventos:

MUSEU DE CÂMARA. O Museu Villa-Lobos é palco de uma série dividida nos seguintes programas: Villa-Lobos e o Bach Temperado – violoncelo e piano são protagonistas de um programa de obras originais de ambos os compositores, além de transcrições de Villa-Lobos para a obra de Bach; Tributo a Garoto – um dos maiores violonistas brasileiros tem sua obra revisitada através de novas versões instrumentais; Redescobrindo Villa-Lobos – concerto de música de Câmera com obras raras de Villa-Lobos para piano solo e conjuntos instrumentais, com destaque especial para “Cânticos Sertanejos”, escrita quando o compositor tinha apenas 20 anos de idade. A obra (para flauta, clarinete e orquestra de cordas) não só se encontrava parcialmente extraviada (apenas metade da partitura faz parte do acervo do Museu Villa-Lobos), como, até hoje, nenhum registro de sua execução foi localizado. Roberto Duarte, maestro especialista na obra de Villa-Lobos, aceitou o desafio de completar a partitura e fazer sua edição, possibilitando que todos conheçamos mais uma criação do gênio brasileiro; Da Elegia à Fantasia – A Integral da obra para Violino de Villa-Lobos – dividido em duas partes, temos a oportunidade de ouvir uma parte importante da produção camerística villa-lobiana muito pouco conhecida.

JOVENS CAMERISTAS. Também no Museu Villa-Lobos, jovens instrumentistas, ainda em processo de formação, mas de inegável talento, apresentam obras de Villa-Lobos, Edino Krieger, Lorenzo Fernandez, José Vieira Brandão e Villani Cortes, entre outros.

MESTRES EM CENA. Os três grupos de câmera que formam a equipe de professores responsável pelas oficinas “Formação em Música de Câmara” executam importantes obras do repertório escrito para cada uma dessas formações (quinteto de metais, quarteto de cordas e quinteto de sopros).

OFICINAS. Formação em Música de Câmera – ministrada pelos integrantes dos grupos Art Metal Quinteto, Quarteto Radamés Gnattali e Quinteto Villa-Lobos, as oficinas são dirigidas aos estudantes de música, instrumentistas de sopros em geral, cordas friccionadas e dedilhadas, pianistas, cantores, compositores e arranjadores, e as aulas visam fornecer conhecimento técnico-instrumental, prática de música em conjunto, práticas interpretativas e abordagens teórico-metodológicos sobre o repertório da música de câmera, em especial, da música brasileira. Oficina de Prática de Instrumentos de Sopros e Percussão – professores da Banda Filarmônica do Rio de Janeiro realizam um trabalho com estudantes de música, instrumentistas de todos os níveis de sopros, em geral, e percussão, visando propiciar o contato entre instrumentistas e jovens professores sobre aspectos técnico-interpretativos. Para mais informações, vá até o item “Como se inscrever nas Oficinas”.

VILLA-LOBOS SEM FRONTEIRAS. A série, pensado como “encontros” entre Villa-Lobos e grandes mestres da música popular, tem como objetivo evidenciar a profunda relação existente entre mestres de ambos os gêneros musicais. Está dividida da seguinte forma: Música em Festa! – a Lyra Tatuí, em desempenho absolutamente inovador no Brasil, executam coreografias surpreendentes e originais; O Índio de Casaca Embarca no Trem Mineiro – com Wagner Tiso, esse verdadeiro “trem mineiro” que, ao longo de décadas, sempre se mostrou um fã incondicional da obra de Villa-Lobos – o “Índio de Casaca” (apelido dado por Menotti del Picchia). Wagner também foi o artista popular de maior êxito de público em toda a história dos Festivais Villa-Lobos; O Sabiá e o Uirapuru – Jobim Saúda Villa-Lobos – a música de Antonio Carlos Jobim é “radiografada” diante da plateia, que nela identificará a forte e assumida influência de Villa-Lobos (criador do famoso poema sinfônico “Uirapuru” sobre lenda do pássaro amazônico), um ídolo para Tom Jobim (autor de “Sabiá”, canção ícone que remete a outro pássaro simbólico do Brasil); Villa-Lobos e Nazareth – Das Salas de Cinema às Salas de Concerto – Villa-Lobos, desde adolescente, freqüentou as rodas de choro, o que foi fundamental para torná-lo o primeiro compositor brasileiro a estabelecer uma sólida ponte entre a música popular e de concerto. Nesse tempo, estabeleceu laços de amizade com grandes criadores do gênero, como Ernesto Nazareth que, além de amigo, tinha em comum com Villa-Lobos a carreira de músico do Odeon, cinema carioca que, inclusive, dá título a um dos famosos temas de Nazareth que serão apresentados. Desta amizade resultaram duas dedicatórias: de Villa-Lobos a Nazareth no “Choros Nº 1”, e de Nazareth a Villa-Lobos no “Improviso”. Este show mostrará estas duas obras e os outros laços musicais que os uniram; Tuhú e Pizindim – Villa-Lobos Abraça Pixinguinha – Villa-Lobos (cujo apelido de infância era “Tuhú”) encontrou no choro – gênero musical que muitos estudiosos consideram como o nascimento da música popular brasileira – uma fonte fundamental de inspiração para produzir algumas de suas melhores obras, dentre elas, o seu ciclo monumental de 14 “Choros” para as mais diversas formações instrumentais. E foi a casa de Pixinguinha (apelidado, na infância, de Pizindim) um dos lugares em que o jovem Villa-Lobos aprendeu o choro, acompanhando, inclusive, o próprio pai do autor de “Carinhoso”; Da Lapa ao Municipal – A Música de Villa-Lobos Cruzando Fronteiras – obras-primas do cancioneiro villa-lobiano, como as “Serestas” e “Modinhas e Canções”, serão apresentadas em um concerto que reunirá cantores populares e líricos a instrumentistas que têm construído sua carreira, em parte, baseada na quebra das fronteiras entre os dois principais universos da música.

ENCONTRO DE GERAÇÕES. Zé Menezes (90 anos), Joel Nascimento (73 anos), Valter 7 Cordas (70 anos), Zé da Velha e Silvério Pontes (25 anos de carreira) são reverenciados no Festival Villa-Lobos pelas novas gerações, por toda sua contribuição à história do choro e da música instrumental brasileira.

MÚSICA EM SANTA CRUZ. Duas felizes descobertas foram o Centro Cultural Santa Cruz e a Cidade das Crianças, equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura que os apresentou ao Festival. Bairro importante da Zona Oeste carioca, Santa Cruz, bem como bairros adjacentes, têm a oportunidade de conhecer alguns dos melhores trabalhos da cena musical carioca.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS. Contos populares brasileiros (recolhidos por Câmara Cascudo) e de outras partes do mundo serão apresentados com o objetivo de proporcionar às crianças, através do caráter lúdico das narrativas, uma experiência especial para sua formação e uma reflexão acerca dos valores humanos.

CIRANDAS CIRANDINHAS. Inspirada na vida e na obra de Villa, o espetáculo resgata, através da dança, o universo musical da criança brasileira, com uma leitura contemporânea dos jogos e brincadeiras infantis, embalada pela música de Villa-Lobos; é todo focado no gesto, na música e na estética visual, embrenhando-se pelo universo das fábulas brasileiras, exatamente como os contos de fadas são usados nos balés clássicos.

CHORO NO JARDIM. Jovens músicos de choro se apresentam ao ar livre, no Jardim Botânico, mostrando não apenas temas tradicionais do gênero, como novas composições autorais.

MÚSICA E MÚSICOS NO CINEMA BRASILEIRO. Mostra de filmes biográficos documentais e de ficção que contam um pouco da história de personagens e de movimentos musicais nacionais.

UM DIA NO MUSEU. O Museu Villa-Lobos apresenta uma programação especial, voltada para o público infanto-juvenil, mesclando música, contação de histórias e circo.

VILLA-LOBOS E O GUIA PRÁTICO. Palestra que será proferida por Manoel Corrêa do Lago, estudioso do universo villa-lobiano que realizou, em parceria com Sérgio Barboza e Maria Clara Barbosa, a reedição crítica do “Guia Prático” (lançada em 2009 pela Academia Brasileira de Música), coleção com fins didáticos elaborada pelo compositor para servir de espinha dorsal de seu projeto de educação através da música, por ele implementado na década de 1930 na rede oficial de ensino brasileira. O musicólogo discorrerá sobre o processo criativo do “Guia” e sua aplicabilidade na atualidade, justamente num momento fundamental da história da educação no Brasil, após a aprovação da lei que regulamenta a obrigatoriedade da educação musical em escolas de todo o país. Em seguida, uma mesa-redonda discutirá os possíveis desdobramentos da proposta villa-lobiana dentro do atual contexto.

LANÇAMENTOS. Edição especial da revista “Chronos”, da UNIRIO em homenagem a Turibio Santos, pelos 30 anos da introdução do violão clássico na universidade brasileira; livro “Museu Villa-Lobos, 50 anos despertando sentidos. Um olhar fotográfico”, em que quatro fotógrafos, através de seu olhar particular extraem do Museu sutilezas, detalhes, luzes e sombras, mostrando a instituição como um local onde, através da música, as pessoas se emocionam e se envolvem, como espectadoras, aprendizes e intérpretes.

 

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